quinta-feira, 16 de setembro de 2010

tão minhas





Desde que me conheço que os vossos sorrisos acompanham a minha vida, passamos pelo pior e pelo melhor juntas, crescemos e aprendemos tudo juntas. Conflitos, pequenas zangas, grandes momentos, alegrias gigantescas travaram o nosso caminho e depois de tantos anos continuamos tão unidas, continuam tão minhas como eu vossa e eu não tenho palavras para agradecer-vos isso!
Aprendi a dar valor a grandes amigos convosco, fui e sou muito feliz na vossa companhia e estes momentos fazem com que carregue comigo a enorme certeza de ter-vos, perto ou longe, sempre comigo no que der e vier!
Quero apenas prestar-vos uma pequena "homenagem", para que todos possam perceber que amizades assim não se constroem todos os dias, mas quando nascem são para o resto da vida! Um amo-te enorme a todas, Piolha, Maria e Márcia que apesar de não estar na foto jamais falta seja para o que for!

Um enorme p.s: Para mim seremos sempre 5, embora eu saiba que para vocês não eu gosto das 4 como irmãs e para ti P, um enorme e sincero obrigada também, és enorme para mim.

De volta à rotina




6 e 45, toca o despertador todos os dias, tomo um banho e vou para a escola, todos os dias o mesmo, acabaram-se as noitadas a meio da semana, as conversas de uma noite inteira, o cansaço vai de novo apoderar-se de mim, vou voltar a deitar-me cedo e a levantar-me antes do nascer do sol, vou voltar à rotina, odeio a rotina, gosto de ter a liberdade de fazer o que quiser, às horas que quiser e assim não dá, não consigo, oh velha rotina porque tens de vir tão depressa?
Lá vou eu ter de trocar os pés descalços pelas sapatilhas, as horas de divertimento por horas de sono e pior lá vou eu largar a minha liberdade de horários para substitui-la por uma velha rotina à muito indesejada...
Mas nem tudo é mau, é sempre bom matar saudades, voltar às adoradas aulas de matemática e aos intervalos "de rodinha"... Nem tudo é mau, mas podia ser muito melhor se fosse sem horários!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Parabéns à minha metade mais bonita, parabéns à grande culpada da alegria do meu dia-a-dia, parabéns ao sorriso mais bonito do mundo!

Joaninha, minha :)

domingo, 12 de setembro de 2010

13-09-1996






Desde "ontem" já passaram 14 anos e continuas a mesma, tens o mesmo olhor malandro cor de avelã, os mesmos caracóis enormes e brilhantes e o mesmo sorriso convincente, continuas pequenina, a única diferença é teres deixado de roer as unhas, eu estou aqui, sempre mais alta do que tu, sempre com o meu cabelo ondulado, com o mesmo sorriso alegre que sempre tive, há apenas uma diferença, é gostar ainda mais de ti...
Passaram 14 anos e se a nossa história fosse a da maioria das raparigas da nossa idade teriamos encontrado um(a) melhor amigo(a) no básico ou agora no secundário mas, muito pelo contrário somos as mesmas, aquelas amigas que nasceram praticamente juntas, da mesma turma do infantário ao 9º ano e sempre da mesma escola até ao actual 12º, mudei de casa, mudei de curso, não mudei de amigos e tu foste e serás sempre a melhor!
Crescemos, partilhámos de experiências e opiniões totalmente diferentes, gostos opostos, personalidades o menos parecidas possível e o mais incrivel no meio de tudo isto? Ainda assim continuamos as melhores amigas, de infantário, de básico, de secundário e da vida toda tenho a certeza.
Posso ter cometido imensos erros nesta nossa pequena/gigante amizade mas sei que nunca te desiludi e nunca o farei e sabes porquê? Porque além de te respeitar, admiro-te e sei que a nossa amizade vale mais do que o mundo inteiro para ambas, é por isso que é a ti que escrevo, a ti que adoro, a ti que confio e, acima de tudo, a ti que agradeço.
Obrigada e já sabes gosto muito de ti!

Ajudar é crescer







Dia 23 , 4h da tarde e começam a chegar os primeiros voluntários. Por volta das 5h já estávamos todos reunidos na sala de convívio, vamo-nos conhecendo e rapidamente descobrimos muito em comum com um desafio lançado pelos monitores “maravilha”, a grande maioria era constituída por repetentes e apenas a Liliana fazia voluntariado pela primeira vez mas rapidamente se integrou e mostrou a sua hospitalidade!
No primeiro dia já todos se comportavam como amigos e assim foi até ao final dos 7 dias, demo-nos bastante bem e à excepção de uma ou outra pequena falha foi um grande campo, talvez um dos melhores para todos, arrisco-me a dizer.
Talvez pelo dia começar as 7he45min dava para fazer um pouco de tudo e aproveitar bem o tempo que parecia sempre muito pouco, deu para conversar, passear e espalhar sorrisos pelos utentes que sempre nos trataram bem.
Um pequeno à parte para dizer que doentes mentais são pessoas normais, que apenas têm uma doença, conseguem ser pessoas maravilhosas que nos dão a melhor recompensa do mundo e mesmo aqueles que não falam são capazes de nos confortar e acarinhar com grandes sorrisos.
Durante o campo fomos recebendo várias visitas, começando pela do Simão e do Mário, passando pelo Francisco, pelo padre Ricardo, padre Torres, Diogo, irmã Fernanda e terminando pela Sónia que nos veio visitar depois de uma longa viagem a Angola, que nos proporcionaram óptimos momentos de convívio e reflexão.
Éramos todos diferentes, vínhamos de vários pontos do país, personalidades variáveis, o mesmo objectivo de ajudar o próximo e fazê-lo feliz.
Foram 7 dias que nos proporcionaram grandes momentos, sorrisos e até lágrimas na hora da despedida, as orações foram evoluindo conforme os dias passavam, os passeios foram óptimos, o dia do piquenique foi muito divertido e até a meia hora de silêncio nos serviu para crescer e aprender que este também nos faz falta. A hora da refeição era sempre animada, as palestras sempre foram respeitadas e terminaram sempre com discussões saudáveis que davam muito a aprender a todos, o grupo era extremamente unido e os animadores davam imensa alegria a todos.
Último dia , última oração, despedida dos doentes e muitas lágrimas à mistura, um turbilhão de sentimentos passou por todos mas ao mesmo tempo e apesar de sabermos que nos íamos afastar a recompensa valia o esforço, as poucas horas de sono e o cansaço, pois todos saímos de lá com grandes lições de vida, grandes amigos e acima de tudo uma grande experiência que nos uniu e nos fez muito mais felizes.
É por isto que sei que fazer voluntariado vale a pena, dar de nós e receber o dobro, saber dar valor às coisas simples, saber sorrir para todas as pessoas apesar das diferenças, esquecer tudo e seguir em frente, não conseguimos mudar o mundo mas conseguimos certamente dar uma nova vida à vida de cada doente e de cada um que por lá passou.
Podemos ser extremamente diferentes mas estaremos sempre unidos pelo mesmo objectivo, pela hospitalidade.